Muro

Às vezes somos como um muro de betão, parados, cinzentos, desinteressantes, incómodos até para quem procura seguir viagem.
É então que resolvemos pintar o muro, forrar as paredes cinzentas com palavras belas e com desenhos coloridos. Mas a escolha nem sempre agrada, a nós, a quem passa por esse muro, a quem não pára para o observar, como nós achamos deva ser observado, admirado.
Não nos compete chamar mais a atenção, não é nossa obrigação desviar as pessoas e impor-lhes a nossa realidade, os nossos sonhos, nem que sejam sonhos que os incluam.
Aliás principalmente se forem sonhos que os incluam!
É importante que o muro seja sólido mas acessível o suficiente para ser saltado, para ser transposto com relativa facilidade.
É fundamental que o muro seja obra nossa, que seja verdadeiro e firme, que não seja uma construção de areia ou de pedras assentes no vazio.
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